O governo Lula, por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou um documento à Câmara dos Deputados alertando para um suposto risco iminente de uma operação militar dos EUA em território brasileiro. O alerta surge poucas semanas após Donald Trump designar as facções PCC e CV como organizações narcoterroristas transnacionais.
O chanceler petista reconhece que os EUA podem estar repetindo um padrão muito semelhante ao que ocorreu recentemente com a Venezuela. Ele deixa claro que o “medo” do governo brasileiro não se limita a operações extraterritoriais contra integrantes de facções criminosas, mas alcança também a possibilidade de ações contra empresas e pessoas que, segundo o documento, não teriam qualquer ligação com o crime organizado.

Como assim? Existe algum registro de que os americanos tenham realizado, recentemente, qualquer tipo de operação militar contra cidadãos comuns em países dominados pelo narcotráfico? Pelo que sei, não.
Sabe aquele ditado: “quem tem, tem medo”?
Nicolás Maduro, ditador venezuelano apontado pelos EUA como líder de uma organização ligada ao narcotráfico, teve um comportamento descontrolado e diariamente provocava os Estados Unidos, de forma muito semelhante ao que Lula vem fazendo ao desafiar Donald Trump. Todos conhecem o desfecho dessa escalada de tensão.

Agora, Lula repete o comportamento de seu aliado e, em palanques pelo Brasil, desafia Trump a todo momento, adotando um discurso cada vez mais belicoso. Entre outras declarações, afirmou que “Trump se acha um imperador”, disse “não se meta com o Brasil” e chegou a afirmar que, “se ele soubesse da minha descendência de Lampião, teria muito mais cautela e não provocaria o Brasil”.
Lula tentou impedir que os EUA classificassem as organizações criminosas brasileiras como narcoterroristas, mas fracassou. Por outro lado, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi pessoalmente à Casa Branca para conversar com Trump e defender que PCC e CV fossem enquadrados nessa categoria. A resposta americana veio um dia após o encontro.
Se Lula foi alertado por algum serviço de inteligência de que ele próprio poderia enfrentar consequências semelhantes às de seu aliado venezuelano, eu não tenho essa informação. Mas também não descarto essa possibilidade. Se eu estivesse no lugar dele, também estaria com medo.
Recentemente, em 25 de junho de 2026, o vereador Senival Moura (PT-SP) foi preso sob suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. Segundo as investigações, a organização criminosa utilizaria empresas de transporte coletivo para movimentar recursos ilícitos. A defesa do parlamentar nega qualquer irregularidade.
Também vieram à tona denúncias envolvendo empresas investigadas no escândalo do INSS e supostas conexões com a facção paulista em esquemas de lavagem de dinheiro. Além disso, Lulinha é alvo de acusações de ser sócio oculto do chamado “Careca do INSS” e de ter recebido valores milionários.
Será que o governo Trump também pode possuir informações que comprometam Lula, seus familiares ou integrantes de seu partido?
Se tudo isso não passar de uma enorme coincidência, o tempo tratará de provar. Mas, se houver algo além do que hoje sabemos, as próximas semanas poderão mudar completamente o jogo.
Quem viver, verá.




