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Enquanto Isso no Planalto: Novo Denuncia Desvio Bilionário de Recursos Públicos na Propaganda de Lula – R$ 763 Milhões Empenhados pela Secom no Primeiro Semestre de 2026

Repúdio à máquina pública transformada em instrumento de autoexaltação eleitoral: o modus operandi histórico do PT volta a ser exposto com vigor pela oposição.

por Luciano Petricelli
julho 12, 2026
em Colunistas, Eleições, Luciano Petricelli, Três Poderes

by L'(Max)

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Brasília, 12 de julho de 2026 – Em mais um capítulo da crônica do uso sistemático do erário para fins partidários e pessoais, o Partido Novo protocolou, nesta quarta-feira (8), uma ação popular na Justiça Federal e uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo é suspender imediatamente os atos de empenho e a execução de contratos de publicidade institucional da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) que somam R$ 763 milhões apenas no primeiro semestre de 2026.

Os parlamentares do Novo não pouparam palavras ao denunciar o que classificam como desvio de finalidade constitucional: recursos públicos sendo canalizados para exaltar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em pleno ano eleitoral, com vistas à tentativa de reeleição em outubro.

Os fatos, os números e os signatários

A ação popular foi assinada pelos deputados federais Marcel van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ), além do senador Eduardo Girão (Novo-CE). A representação ao TCU leva a assinatura do presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro.

Nas petições, o Novo demonstra, com dados extraídos de sistemas oficiais, a explosão dos gastos:

  • 1º semestre de 2026: Secom empenhou R$ 763 milhões em publicidade institucional.
  • Comparação com os demais 38 ministérios no mesmo período: apenas R$ 203 milhões.
  • A Secom superou os outros órgãos em 175,3% no primeiro semestre deste ano.
  • Evolução dos empenhos da Secom: R$ 884,8 milhões (2023), R$ 1,14 bilhão (2024), R$ 1,53 bilhão (2025) e os R$ 763 milhões já registrados em 2026. Total acumulado desde 2023: R$ 4,3 bilhões.

O partido destaca o aumento de 51,2% na média mensal de recursos empenhados e de 49,3% no desembolso médio após a posse de Sidônio Palmeira no comando da Secom, em janeiro de 2025. Essa centralização transforma a Presidência no principal vetor de comunicação governamental, em detrimento da divulgação setorial de políticas públicas.

O cerne da denúncia: desvio de finalidade e promoção pessoal

“Lula e o PT usam o mesmo modo de agir há décadas, apropriando-se de recursos públicos para favorecer seus companheiros e os seus próprios interesses. É imoral e ilegal esse aumento de gastos com publicidade para tentar apenas exaltar a imagem de Lula”, afirmou o deputado Marcel van Hattem.

Os documentos protocolados elencam exemplos concretos de campanhas que, segundo o Novo, extrapolam o caráter informativo e adentram o terreno da autopromoção:

  • Divulgação da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (até R$ 5 mil mensais).
  • Contratação de influenciadores digitais.
  • Peças com slogan “Do lado do povo brasileiro”.

Tais iniciativas, na avaliação do partido, associam diretamente políticas públicas à figura presidencial, violando o artigo 37 da Constituição Federal, que exige impessoalidade e moralidade na administração pública. A publicidade institucional deve informar, orientar e educar – jamais servir como ferramenta de marketing pessoal ou eleitoreiro.

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, foi taxativo: “O Novo não ficará de mãos atadas vendo Lula e Sidônio utilizarem da máquina pública para tentar beneficiar o projeto de perpetuação no poder da esquerda. Utilizaremos todos os meios legítimos para impedir que o PT e Lula ajam de forma imoral e sem respeitar a regra constitucional da imparcialidade de propagandas governamentais.”

As petições solicitam liminar para interromper os pagamentos e a execução dos contratos, com risco explícito de continuidade durante o defeso eleitoral (período de restrições). No mérito, pedem a nulidade dos atos e a determinação de que futuras campanhas observem rigorosamente o caráter educativo e informativo, sem qualquer promoção pessoal de agentes públicos.

Contexto de um padrão repetido

Esta não é uma iniciativa isolada. No final de junho, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, protocolou representações no TCU e na PGR questionando empenhos da ordem de R$ 785,7 milhões no primeiro semestre, com alegações semelhantes de extrapolação de limites legais (art. 73 da Lei das Eleições) e desvio de finalidade – incluindo a campanha “Tempo com a Família”, sobre o fim da escala 6×1. O PL também acionou o TSE.

O Novo, historicamente atuante na fiscalização de gastos públicos (como nas ações contra publicidade da Petrobras e outras licitações da Secom), reforça o coro contra o que considera um modus operandi recorrente do PT: a captura do Estado para fins partidários.

Os números falam por si. O crescimento contínuo dos investimentos em comunicação oficial coincide com o calendário eleitoral, gerando questionamentos legítimos sobre o equilíbrio da disputa democrática e o respeito ao dinheiro do contribuinte.

E vocês, acham correto? A Constituição não acha!

Luciano Petricelli

Luciano Petricelli

Luciano Petricelli

Luciano Petricelli: Polímata entre Código e Palavra Doutor em Tecnologia pela FIAP e Gerente de Tecnologia SAP / Líder Técnico na delaware Brasil, acumula mais de 29 anos em transformação digital, S/4HANA, BTP e Cloud. Jornalista registrado (0096621/SP), poeta sob o pseudônimo L'(Max), fundador da Editora Casa da Poesia e Presidente Estadual da ALB-SP, transita com maestria entre tecnologia, literatura, politica, geopolítica e psicanálise. No Portal NARRAPODER, sua voz oferece análise rigorosa, independente e profunda das interseções entre poder, psique e progresso.

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